"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente". (Texto budista)

domingo, 21 de agosto de 2011

TUDO BEM, FILHO, TODO MUNDO FAZ ISSO.



‘Ensina à criança o caminho que ela deve seguir: mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar’ (Pv 22,6).



TUDO BEM, FILHO, TODO MUNDO FAZ ISSO.

(Jack Griffin)

‘Johnny tinha seis anos de idade e estava em companhia do pai quando este foi flagrado em excesso de velocidade.  O pai entregou ao guarda, junto à sua carteira de habilitação, uma nota de vinte dólares. “Está tudo bem, filho”, disse ele, quando voltaram à estrada. “Todo mundo faz isso.”

 Quando tinha oito anos, deixaram que ele assistisse a uma reunião de família, dirigida pelo tio George, sobre as maneiras mais seguras de sonegar o imposto de renda. “Está tudo bem garoto”, disse o tio. “Todo mundo faz isso.”

 Aos nove anos, a mãe levou-o pela primeira vez ao teatro. O bilheteiro não conseguiu arranjar lugares até que a mãe de Johnny lhe deu, por fora, cinco dólares. “Está tudo bem, filho”, disse ela. “Todo mundo faz isso.”

Com doze anos, ele quebrou os óculos a caminho da escola.  A tia Francine convenceu a companhia de seguro de que eles haviam sido roubados e recebeu uma indenização de 75 dólares. “Está tudo bem, garoto”, disse ela. “Todo mundo faz isso.”

 Aos quinze anos, foi escolhido para jogar como lateral-direito no time de futebol da escola. Os treinadores lhe ensinaram como interceptar e, ao mesmo tempo, agarrar o adversário pela camisa, sem ser visto pelo juiz. “Tudo bem, garoto”, disse o treinador. “Todo mundo faz isso.”

 Aos dezesseis, arranjou seu primeiro emprego nas férias de verão, trabalhando num supermercado. Seu trabalho: pôr os morangos maduros demais no fundo das caixas e os bons em cima, para ludibriar o freguês. “Tudo bem, garoto”, disse o gerente. “Todo mundo faz isso.”

 Já com dezoito anos, Johnny e um vizinho candidataram-se a uma bolsa de estudos. Johnny era um estudante medíocre. O vizinho era um dos primeiros da classe, mas um fracasso como lateral-direito no time de futebol.

Johnny ganhou a bolsa. “Está tudo bem, filho”, disseram os pais, “Todo mundo faz isso.” Johnny, flagrado colando, foi expulso da sala, e voltou para casa cabisbaixo. “Como você pôde fazer isso com sua mãe e comigo?”, disse o pai. “Você nunca aprendeu essas coisas em casa.” O tio e a tia ficaram também chocados.

Se há uma coisa que o mundo adulto não pode tolerar, é um garoto que cola nos exames...’

 

Meus queridos é aí que me refiro sempre...


O texto acima ilustra, perfeitamente, o quanto transigimos, muitas vezes sem avaliar a dimensão dos resultados de nossas ações. Costumo dizer que nossos exemplos, se imortalizam de alguma forma, em nossas crianças e jovens. O que observamos hoje tanto na mídia escrita quanto na falada é a propagação e inversão de falsos valores. É a escalada da corrupção, grandes crimes, autoridades descomprometidas com o crescimento da sociedade, o fortalecimento do egoísmo e a obtenção de vantagens sobre terceiros, guerras... etc. Mas quando vejo isso, faço uma reflexão pedagógica e me questiono: É isso que quero ver no futuro? É isso que quero que meus jovens propaguem?(Pausa para reflexão – citando o amigo Rui Palmela).

Porém, quando entro em minha sala de aula, tenho plena convicção que a resposta aos meus questionamentos é NÃO! Olho para aqueles ‘olhinhos’ sedentos por conhecimento e busco de todas as formas me imortalizar com exemplo de compromisso com o futuro. Afinal eles, os alunos, são minhas ‘sementes’ do amanhã... E de alguma forma, são eles que terão a missão de consertar essa ‘bagunça’ em que se encontra nossa esfera... Se for para se imortalizar, que seja no amor, no respeito, na generosidade, na gratidão, na alegria, no altruísmo...


Pessoal, encerro essa publicação com um texto bem interessante de Dorothy Law Nolte, e deixo dois vídeos para a reflexão do tema. E nunca esqueçamos do velho adágio popular: ‘UM EXEMPLO, VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.’


BjoOo grande a todos,


Paz, sempre Paz


Profª Jeana Andréa

 

Crianças aprendem com a experiência


Se a criança convive com a censura,

ela aprende a condenar.

Se a criança convive com a hostilidade,

ela aprende a brigar.

Se a criança convive com o escárnio,

ela aprende a ser tímida.

Se a criança convive com a vergonha,

ela aprende a sentir-se culpada.

Se a criança convive com a tolerância,

ela aprende a ser paciente.

Se a criança convive com o encorajamento,

ela aprende a ser confiante.

Se a criança convive com o elogio,

ela aprende a apreciar.

Se a criança convive com a integridade,

ela aprende a justiça.

Se a criança convive com a segurança,

ela aprende a ter fé.

Se a criança convive com a aprovação,

ela aprende a gostar de si mesma. Se a criança convive com a aceitação e a amizade,

ela aprende a encontrar amor no mundo.

(Dorothy Law Nolte)