"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente". (Texto budista)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Podemos Fazer a Diferença...

Queridos amigos, o texto que trago hoje, nos faz refletir sobre nosso verdadeiro papel de educadores, comprometidos com a construção de um mundo melhor e mais justo.

Temos em mãos, todos os dias, um importante trabalho, uma importante missão: fazer nossos jovens melhores! Costumo dizer que, de nada valerá altas tecnologias e avanços da medicina e da ciência, senão soubermos tocar o coração humano... Trabalhar a educação do toque, da sensibilidade. Ou como sugere Augusto Cury, ‘precisamos formar jovens que tenham uma emoção rica, protegida e íntegra’ (Pais brilhantes, professores fascinantes, p. 67)

Conheci esse texto, quando trabalhava no município de São Bento do Su/SC, no ano de 2005, em uma Reunião Pedagógica. Nunca mais o esqueci e ele ressoa até hoje em minha alma, por isso gostaria de compartilhar com vocês.

Espero que gostem...

‘ENSINA A CRIANÇA O CAMINHO QUE DEVE ANDAR E, AINDA, QUANDO FOR VELHO, NÃO SE DESVIARÁ DELE’ (Provérbio, 22:6)


PODEMOS FAZER A DIFERENÇA

(Autor desconhecido)

Relata a Sra. Teresa, que no seu primeiro dia de aula, parou em frente aos seus alunos da 5ª série e, como todos os demais professores, lhes disse que gostava de todos por igual. No entanto, ela sabia que isto era quase impossível, já que, na primeira fila, estava sentado um pequeno garoto chamado “Ricardo...”

Morava em pequeno vilarejo na zona rural e a professora havia observado que ele não se dava bem com os colegas de classe e, muitas vezes, suas roupas estavam sujas e cheiravam mal. Houve até momentos em que ela sentia prazer em lhe dar notas vermelhas ao corrigir suas provas e trabalhos...


Ao iniciar o ano letivo, era solicitado a cada professor, que lesse, com atenção, a ficha escolar dos alunos, para tomar conhecimento das anotações. Ela deixou a ficha de Ricardo por último. Mas quando a leu, foi grande a sua surpresa...

Ficha do 1º ano: “Ricardo é um menino brilhante e simpático. Seus trabalhos sempre estão em ordem e muito nítidos. Tem bons modos e é muito agradável estar perto dele...”


Ficha do 2º ano: “Ricardo é um aluno excelente e muito querido por seus colegas, mas tem estado preocupado com sua mãe, que está com uma doença grave e desenganada pelos médicos. A vida em seu lar deve estar sendo muito difícil...”


Ficha do 3º ano: “A morte de sua mãe foi um golpe muito duro para Ricardo. Ele procura fazer o melhor, mas seu pai não tem nenhum interesse e logo sua vida será prejudicada, se ninguém tomar providências para ajudá-lo...”


Ficha do 4º ano: “Ricardo anda muito distraído e não mostra interesse algum pelos estudos. Tem poucos amigos e muitas vezes dorme na sala de aula...”


Deu-se conta do problema e ficou terrivelmente envergonhada. Piorou, quando lembrou dos lindos presentes de Natal, que os alunos lhe haviam dado, com papéis coloridos, exceto o de Ricardo, que estava enrolado num papel de supermercado...

Lembrou que abriu o pacote com tristeza, enquanto os outros garotos riam ao ver uma pulseira faltando algumas pedras e um vidro de perfume pela metade...

Apesar das piadas, ela disse que o presente era precioso e pôs a pulseira no braço e um pouco de perfume sobre a mão. Naquele dia, Ricardo ficou um pouco mais tempo na escola que o de costume. Relembra, ainda, que ele lhe disse que ela estava cheirosa como sua mãe...


Nesse mesmo dia, depois que todos se foram, a professora chorou por longo tempo. Em seguida, decidiu mudar sua maneira de ensinar e passou a dar mais atenção aos seus alunos, especialmente a Ricardo...

Seis anos depois, recebeu uma carta de Ricardo, contando que havia concluído o segundo grau e que ela continuava sendo a melhor professora da vida dele...

As notícias se repetiram, até que, um dia, ela recebeu uma carta assinada pelo Dr. Ricardo Stoddard, seu antigo aluno, mais conhecido como Ricardo...

Tempos depois, recebeu o convite de casamento e, nesse dia, ela usou a pulseira e o perfume, que ganhou de Ricardo, anos antes...

Quando os dois se encontraram, abraçaram-se por longo tempo e Ricardo lhe disse ao ouvido: “Obrigado por acreditar em mim e me fazer sentir importante, demonstrando-me que posso fazer a diferença...”

E com os olhos banhados em lágrimas sussurrou: “Engano seu....! Depois que o conheci, aprendi a lecionar e a ouvir os apelos silenciosos que ecoam na alma daquelas crianças. Mais do que avaliar as provas e dar notas, o importante é ensinar com amor, mostrando que, sempre, é possível fazer a diferença...”

E você...

Tem feito algo pelo próximo e respeitado seus limites?

Tem auxiliado suas angustias e dificuldades?

Tem partilhado o peso de sua cruz?

Ou será que tem se limitado a rotular, julgar e criticar?

‘É, justamente aí, que me refiro...’

Abraços, sempre Paz!