"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente". (Texto budista)

domingo, 2 de outubro de 2011

A Tigela de Madeira


 ‘Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.’

Pessoal, trago hoje, uma história muita interessante... Aprecio demais ela e a lição que ela nos traz.
Tenho acompanhado pelos meios de comunicação, notícias que cada vez mais me fazem crer que, somente através do AMOR conseguiremos formar uma sociedade pautada na verdadeira Paz e Igualdade.
Já comentei aqui e torno a comentar quantas vezes se fizerem necessárias que nossas crianças e jovens necessitam de nossos bons exemplos... Somente com exemplos e amor poderemos evitar tristes histórias como a do massacre corrida em Realengo no Rio de Janeiro, no dia 7 de abril desse ano ou ainda, o lamentável episódio do aluno que atirou em sua professora e depois se matou no ABC Paulista no último dia 22 de setembro desse ano.
O que levou esses jovens a tomarem tais atitudes? Em que meio viviam? Que exemplos tinham presenciado em suas tão breves vidas?
Quem não se sente amado, acolhido, respeitado em suas individualidades, tende a se isolar, a fechar-se um mundo apenas seu e ‘arquitetar’ meios de que as pessoas a sua volta notem sua presença.
Eu mesma já publiquei diversos textos que falam sobre o assunto.
Meu apelo enquanto profissional da educação e ser humano social sempre foi e sempre será o de: ‘amem’... por favor, amem nossos jovens e crianças e deem bons exemplos a eles sempre. A história que segue abaixo nos dá uma excelente idéia de como nossas gerações futuras levam ao ‘pé da letra ‘nossas atitudes.
Com ela, deixo a simples mensagem que, de certa forma, não temos noção onde cessa nossa influência em nossas crianças e jovens. Após lerem, acredito que vocês entenderão o que quero dizer...

imagem retirada do site: http://blogmari-chan.blogspot.com/

Tigela de madeira

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram tremulas sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida a mesa. Mas as mãos tremulam e as visões falhas do avô o atrapalhavam na hora de comer.
Ervilhas rolavam de sua colher e caiam no chão.
Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
-“Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho.
-”Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lagrimas em seus olhos.
Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair no chão.
O menino de 4 anos de idade assistia tudo em silêncio.
Uma noite, antes de jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. 
Ele perguntou delicadamente a criança:
-“O que você esta fazendo?”
O menino respondeu docemente:
-“Oh, estou fazendo uma tigela de madeira para você e a mamãe comerem, quando eu crescer.”
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam quando um garfo caia, leite era derramado ou a toalha da mesa era sujava. (desconheço a autoria)

Pense nisto...
Às vezes, você acha que, os jovens e crianças não nos observam. Porém elas geralmente não esquecem o que você disse, o que você fez, a sua atitude, o seu exemplo, a palavra que você pronunciou, de como você a tratou...
Pense nisto...
E é isso... é aí que sempre me refiro...
BjOo grande, Paz sempre Paz...
Profª Jeana Andréa

(não deixem de ver os vídeos, são belíssimos)