"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente". (Texto budista)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

UBUNTU - Eu Sou, porque nós somos!





Olá queridos!!!
Há tempos atrás recebi de um amigo querido um texto por email que achei simplesmente, divino. Porém, com a correria do dia-a-dia, vamos deixando de lado algumas coisas, e esse email, acabou ficando para trás. Não que ele não tenha me tocado a alma, pelo contrário. Mas vieram outras prioridades e ele foi esquecido nos ‘lidos’.
Como é de conhecimento de todos, minha profissão e minha paixão é ser PROFESSORA. Na terça-feira (01/02/11), como de costume, convidei as crianças do 4º ano 1 - matutino para fazermos a oração do Pai Nosso antes de iniciarmos as atividades da manhã. Feita a oração e depois de algumas palavras minhas, simplesmente aconteceu um fato que acertou em cheio meu coração. Pedi para que, enquanto aguardassem a aula de artes, as crianças fossem fazendo leitura silenciosa de um texto do livro de Português pois, após a aula de artes eu tomaria a leitura. Ao terminar de fazer esse pedido a elas, uma aluna levantou, agarrou a minha cintura ergueu sua cabeça para mim e disse:

- ‘Professora, queria te dizer muito obrigada.’ –  Eu fiquei ali, sem ação... aff, haja coração nessas horas... rsrsrsrs – Olhei para ela, sorri e perguntei o por quê daquele agradecimento. (Nesse momento a sala estava silenciosa esperando o término da história...). A pequena aluna me respondeu:
- ‘Estou lhe dizendo obrigada, porque se um dia eu me tornar alguém na vida, foi graças à “senhora” e aos seus exemplos... ‘ – Gentemmmm, hajaaaaaaaaa coraçãoooooooo mesmooooooooo... (Essa cena foi presenciada pelos outros 29 alunos do meu 4º ano 1)
Nem preciso dizer que além de tocar a alma, essa cena mudou todo o meu dia e me fez ‘re’ pensar muito de mim. Ao chegar a minha casa lembrei-me do email que mencionei a cima. Dadas às circunstâncias e ao acumulo de atividades e tarefas, tenho adiado muita coisa por falta de tempo, hoje resolvi publicá-lo, pois o ato de minha aluna simplesmente abalou minhas ‘estruturas’, rsrsrsrs.
Segue o texto abaixo, história linda enviada a mim pelo querido amigo Marcel Cervantes de Oliveira.



UBUNTU


A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em
Florianópolis (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África
chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e
costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo
transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito
tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma
brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.

Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem
bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele
chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam
sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces
que estavam lá dentro.

As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e
esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "já!",
instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em
direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido
todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim,
comer muito mais doces.

Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar
feliz se todas as outras estivessem tristes?”

Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo,
e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou
jamais teria proposto uma competição, certo?’

Ubuntu significa: ‘SOU QUEM SOU PORQUE SOMOS TODOS NÓS!’


Com esse belo texto despeço-me, com muita gratidão no coração, em especial aos meus alunos (os que estão comigo esse ano e a todos os que já passaram por mim) e a todos os amigos e colegas de trabalho que sempre me incentivam e me acompanham nessa jornada maravilhosa.
‘Valemos pelo que somos, não pelo que temos...’

Como diz o amigo Marcel: ‘UBUNTU PARA VOCÊS!’
Assistam aos vídeos... são lindos e fofos...







Paz... sempre Paz!!!
Profª Jeana Andréa