"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente". (Texto budista)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Lapidando Diamantes - Construindo Pontes


 ‘Para mim as ideias são sementes. O maior favor que se faz a uma semente é enterrá-la.' (Augusto Cury)


Olá queridos amigos...
Hoje, quando comemoramos o dia do Professor (15/10) venho compartilhar com vocês, uma parábola que recebi por email da queridíssima Vivian Weirych, autora do livro: Universo em Você – Um Pacto Sempre Perfeito.

Todos nós professores, sabemos dos inúmeros desafios de nossa profissão que, prefiro humildemente chamar de ‘devoção’.

Incompreensão, rebeldia, desgaste, incontáveis horas corrigindo provas, trabalhos... Falta de material, o governo não corresponde às nossas expectativas, o sistema nos cobra um trabalho burocrático e estressante, enfim são inúmeras as situações que nos desafiam todos os dias. Mas, vejam só: ao primeiro sinal de sucesso, nos sentimos como verdadeiros ‘deuses’ e nos compensamos de todos os sacrifícios e esforços. E sabem por quê? Porque somos responsáveis pelo que acontece nesse mundo. Somos Guerreiros da Luz. Pois com a força de nosso amor, de nossa vontade, podemos mudar o nosso destino e o destino de muita gente. Enquanto a técnica constrói máquinas, a tecnologia desenvolve inventos espaciais, nós Professores num trabalho anônimo, paciente e incessante, desenvolvemos a personalidade, estruturamos o Ser Humano.
A parábola que segue nos traz uma reflexão sobre isso.

O Diamante


O Hindu chegou aos arredores de certa aldeia e aí se sentou para dormir debaixo de uma árvore. Chega correndo, então, um habitante daquela aldeia e diz, quase sem fôlego:

- Aquela pedra! Eu quero aquela pedra.

- Mas que pedra? - pergunta-lhe o Hindu.

- Ontem à noite, eu vi meu Senhor Shiva e, num sonho, ele disse que eu viesse aos arredores da cidade, ao pôr-do-sol; aí devia estar o Hindu que me daria uma pedra muito grande e preciosa que me faria rico para sempre. 

Então, o Hindu mexeu na sua trouxa e tirou a pedra e foi dizendo: 

-  Provavelmente é desta que ele lhe falou; encontrei-a numa trilha da floresta, alguns dias atrás; podes levá-la!

E assim falando, ofereceu-lhe a pedra. O homem olhou maravilhado para a pedra. Era um diamante e, talvez, o maior jamais visto no mundo. Pegou, pois, o diamante e foi-se embora. Mas, quando veio a noite, ele virava de um lado para o outro em sua cama sem conseguir dormir. Então, rompendo o dia, foi ver novamente o Hindu e o despertou dizendo:

- Eu quero que me dê essa riqueza que lhe tornou possível desfazer-se de um diamante tão grande assim tão facilmente!

Depois dessa parábola, não sobra muito que comentar, pois ela fala por si só.
Somos professores por diploma e estudo, mas a cima disso, somos lapidadores de diamantes todos os dias, podemos transformar os seres que nos cercam em melhores ou piores (e já comentei sobre o assunto aqui). Está em nossas mãos todos os dias, fazer com os jovens e crianças se tornem seres humanos com discernimento para assumir responsabilidades que favoreçam todo o âmbito global e planetário.
Somos semeadores de esperança... de sonhos... de alegria e irreverência... Tornamo-nos meio pai, mãe e às vezes somos chamados erroneamente de vó... tia... rs.
Como bem nos mostra a parábola do Diamante, não moldados os alunos prontos, acabados. Ao contrário, temos a sutil missão de leva-los a descobrir-lhes os seus tesouros. Tal como o Grande Arquiteto da Existência nos mostra na passagem dos pescadores, não dar-lhes o ‘peixe’ pronto, antes ensinar-lhes a pescar. Apontar caminhos, mas deixar que os alunos caminhem com seus próprios pés...

Ser professor nesse mundo agitado e controverso é um Grande Desafio, mas uma dádiva sem precedentes...

Ser firme, rígido, disciplinar, firme, mantendo, contudo, a bondade, a gentileza, a ciência e o valor da intuição, a compreensão do certo e do errado, a ética.
Penso que se há uma criatura que tenha necessidade de formar e manter constantemente firme uma personalidade segura e complexa, essa somos nós: os Professores.
É, certamente uma grande obra, chegar a consolidar-se numa personalidade assim: Ser ao mesmo tempo um resultado –como logicamente, todos somos – da época, do meio, da família, com características próprias, energéticas, pessoais, e poder ser o que é cada aluno (formidável isso... ueba!!!), descer a sua alma, feita de inúmeras complexidades, também, para se pôr em contato com ela, e estimular-lhe o poder vital e a capacidade de Evolução.
É ter o coração para emocionar-se diante de cada temperamento e imaginação para sugerir
Ser professor dentro desse contexto é ter conhecimentos para enriquecer os caminhos transitados e saber ir e vir em redor desse mistério fascinante e apaixonante que existe em cada criatura, sempre lhes possibilitando ferramentas luminosas para definir-se, manifestar-se, força para erguer-se sem vacilações nem perigos.
Ahh, ser professor é ser poeta para inspirar... Na voz do cantor as verdades revelam-se, como lições de vida e de felicidade. Na letra do poeta revelam-se os grandes ensinamentos.
Nós professores precisamos ser poetas, para inspirar. Quando essa ‘garotada’ achar um rumo para suas vidas, levarão consigo, no mais íntimo do peito, o exemplo guardado que lhes há de servir de ideal.

 

‘A maior glória de um professor é sentir que os seus alunos tornaram-se grandes homens.’ ( Erasmo Shallkytton )


Acredito que seja hora de parar com minhas divagações de professora apaixonada por aqui, senão acabo escrevendo um livro... rsrs.

Quando criei esse blog (sem entender ‘nadica de nada’) a intenção era justamente essa – a de divagar... apenas divagar...

Ser professora me realiza quase que por inteira, pois sou apaixonadaaaa pela educação, pelos alunos, pela mudança que podemos ocasionar, pelo eco que nossos ensinamentos podem causar...

Dar vida a tantos que entram em nossa vida, e neles deixar sinais, marcas, certezas...
De Sonhos, Paz, Luz, Esperança...
De Ser, Fazer,Ter...
De Construção, Otimismo, Perseverança, Coragem, Força, Persistência...
De Luta e Garra...
De Dinamismo, Crescimento, Conquista, Ação, União...
De Partilha, Doação, Ajuda,  Cuidado...
De perdão, Compreensão...
De Sorriso, Amor...
De Atenção, Delicadeza, Pureza...
De Fé, Deus...
Enfim, sinais, marcas, certezas de Vida para a Vida...

O Professor faz o Aluno Germinar, Brotar, Crescer...
E transforma-o em Cidadão completo, inteiro, maduro, Vivo!
E ele contigo move e remove!
Monta e remonta!
Reflete, aprende e ensina!
O dois, juntos, lado a lado constroem o conhecimento e desenvolvem a inteligência.
Fazem a História da Humanidade DINAMIZANDO E TRANSFORMANDO O MUNDO...
São os dois verdadeiros ARTESÃOS DA CRIAÇÃO...

Aos colegas e amigos professores, brindo junto e desejo do fundo de minha’lma, que é apaixonada por essa missão que muito tem de divino, um FELIZ DIA DO PROFESSOR. Aos amigos incentivadores do ofício de ensinar, ofereço sempre o meu carinho e apreço. E aos ALUNOS, razão desse meu bem viver, a minha eterna GRATIDÃO, por abrilhantarem essa esfera terrena com suas inquietações, rebeldias, inconstâncias, irreverência, paixão e sagacidade pela vida.

Deixo abaixo alguns vídeos que encontrei e que tocaram a alma dessa humilde Professora.






BjOo grande, lindo dia... linda vida sempre.

Paz... Sempre Paz aos corações de boa vontade.
Profª Jeana Andréa



‘Não me curvaria diante dos famosos nem dos grandes lideres desse sistema, mas curvo-me diante dos educadores.’ (AugustoCury)

domingo, 2 de outubro de 2011

A Tigela de Madeira


 ‘Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos.’

Pessoal, trago hoje, uma história muita interessante... Aprecio demais ela e a lição que ela nos traz.
Tenho acompanhado pelos meios de comunicação, notícias que cada vez mais me fazem crer que, somente através do AMOR conseguiremos formar uma sociedade pautada na verdadeira Paz e Igualdade.
Já comentei aqui e torno a comentar quantas vezes se fizerem necessárias que nossas crianças e jovens necessitam de nossos bons exemplos... Somente com exemplos e amor poderemos evitar tristes histórias como a do massacre corrida em Realengo no Rio de Janeiro, no dia 7 de abril desse ano ou ainda, o lamentável episódio do aluno que atirou em sua professora e depois se matou no ABC Paulista no último dia 22 de setembro desse ano.
O que levou esses jovens a tomarem tais atitudes? Em que meio viviam? Que exemplos tinham presenciado em suas tão breves vidas?
Quem não se sente amado, acolhido, respeitado em suas individualidades, tende a se isolar, a fechar-se um mundo apenas seu e ‘arquitetar’ meios de que as pessoas a sua volta notem sua presença.
Eu mesma já publiquei diversos textos que falam sobre o assunto.
Meu apelo enquanto profissional da educação e ser humano social sempre foi e sempre será o de: ‘amem’... por favor, amem nossos jovens e crianças e deem bons exemplos a eles sempre. A história que segue abaixo nos dá uma excelente idéia de como nossas gerações futuras levam ao ‘pé da letra ‘nossas atitudes.
Com ela, deixo a simples mensagem que, de certa forma, não temos noção onde cessa nossa influência em nossas crianças e jovens. Após lerem, acredito que vocês entenderão o que quero dizer...

imagem retirada do site: http://blogmari-chan.blogspot.com/

Tigela de madeira

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram tremulas sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida a mesa. Mas as mãos tremulam e as visões falhas do avô o atrapalhavam na hora de comer.
Ervilhas rolavam de sua colher e caiam no chão.
Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
-“Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho.
-”Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lagrimas em seus olhos.
Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair no chão.
O menino de 4 anos de idade assistia tudo em silêncio.
Uma noite, antes de jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. 
Ele perguntou delicadamente a criança:
-“O que você esta fazendo?”
O menino respondeu docemente:
-“Oh, estou fazendo uma tigela de madeira para você e a mamãe comerem, quando eu crescer.”
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam quando um garfo caia, leite era derramado ou a toalha da mesa era sujava. (desconheço a autoria)

Pense nisto...
Às vezes, você acha que, os jovens e crianças não nos observam. Porém elas geralmente não esquecem o que você disse, o que você fez, a sua atitude, o seu exemplo, a palavra que você pronunciou, de como você a tratou...
Pense nisto...
E é isso... é aí que sempre me refiro...
BjOo grande, Paz sempre Paz...
Profª Jeana Andréa

(não deixem de ver os vídeos, são belíssimos)








terça-feira, 20 de setembro de 2011

Paz... sempre Paz...



21 de Setembro – Dia Internacional da PAZ!

Queridos, hoje minha mensagem é simples e direta, sem viés... Mesmo porquê muito já se falou e se fala sobre a Paz.
Segundo a Wikipédia, ‘Em 21 de Setembro de 2006, por ocasião do Dia Internacional da Paz, Kofi Annan afirmou: Há vinte e cinco anos, a Assembleia Geral [da ONU] proclamou o Dia Internacional da Paz como um dia de cessar-fogo e de não violência em todo o mundo. Desde então a ONU tem celebrado este dia, cuja finalidade não é apenas que as pessoas pensem na paz, mas sim que façam também algo a favor da paz. ’

Posto isso, tomo a liberdade de me apropriar da letra da música que, John Lennon cantou anos atrás, para deixar minha simples mensagem de Paz aos corações:

Imagine
‘Imagine que não há paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós
Acima de nós apenas o céu
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de fazê-lo
Nada pelo que lutar ou morrer
E nenhuma religião também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
você se juntará a nós
E o mundo será como um só

Imagine não existir posses
Me pergunto se você consegue
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade de humana
Imagine todas as pessoas
Compartilhando todo o mundo

Você pode dizer
Que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Eu tenho a esperança de que um dia
Você se juntará a nós
E o mundo será como um só.’









‘Eu só quero viver em paz e usufruir do que Deus nos deixou no mundo, não preciso de riquezas materiais para ser feliz. Apenas quero sentir o que Deus nos fala em nossos ouvidos em um simples soprar do vento. (Bob Marley)




BjOo grande...
Paz... sempre Paz...
Profª Jeana Andréa

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Eras Geológicas e a Evolução da Terra.




Olá pessoal... 
Dia desses lendo um artigo no blog http://www.amorepazsemfronteiras.com/  da querida Luciana Ramos, me veio a ideia de escrever um texto falando sobre as Eras Geológicas do Planeta Terra. Todos sabemos que, para tudo há uma evolução e isso, independente de ser boa ou má, faz parte do processo. Nosso planeta já passou por diversas Eras até chegar ao padrão em que se encontra. Essas Eras tiveram tanto a interfência do homem quanto  a interferência inerente da natureza.
Quem divide a Terra em Eras Geológicas é a chamada Geologia, que é a ciência que estuda o conjunto de origem, da formação e das continuas transformações da Terra, assim como dos materiais orgânicos que a constituem.
As Eras Geológicas correspondem a grandes intervalos de tempo divididos em períodos que, por sua vez, são subdivididos em épocas e idades. Cada uma dessas subdivisões corresponde a algumas importantes alterações ocorridas na evolução de nosso Planeta.


Era Pré-Câmbriana

Intervalo de tempo correspondente a 80% da história geológica da Terra. Iniciado há cerca de quatro bilhões e seis milhões de anos e encerrado há 570 milhões de anos. Divide-se em dois períodos: o Arcaico e o Proterozóico.
Período Arcaico: o planeta tinha uma atmosfera rica em CO2 e uma temperatura de superfície de cerca de 1.000o C. Aos poucos e poucos a crosta endureceu e formaram-se os oceanos. Nesse Período ocorreu uma chuva de meteoros que terminou há 4 bilhões de anos e o surgimento de vida aquática na Terra, surgiu por volta de 3,85 bilhões de anos atrás. Os organismos eram organismos unicelulares, sem membrana nuclear – procariontes –, capazes de sobreviver aos altos níveis de radiação solar existentes na atmosfera sem oxigénio e sem camada do ozono.
Até aos nossos dias, os fósseis mais antigos encontrados na Terra - achados no Arizona (EUA) – tinham 1,2 bilhões de anos. Mas, a vida evoluiu, deixando o meio aquático e passando para o meio terrestre talvez há 2,6 bilhões de anos. Para chegar a essa conclusão, Yumiko Watanabe, por meio de uma série de métodos geoquímicos, encontrou um tipo de solo, datado de 2,6 a 2,7 bilhões de anos, contendo carbono orgânico. A pesquisadora afirma que o carbono orgânico representa restos de microrganismos que se desenvolveram sobre o solo. Isso aponta para a possibilidade do desenvolvimento de uma atmosfera rica em oxigénio anterior a essa data. “O desenvolvimento da camada de ozono, que protege a vida na Terra das radiações cósmicas, requer uma atmosfera rica em oxigénio. Isso significa que essa camada tem que ter surgido há mais de 2,6 bilhões de anos”, afirma Hiroshi Ohmoto, outro autor do estudo e diretor do Centro de Pesquisa em Astrobiologia. O surgimento da camada de ozono marca o início da diminuição da temperatura terrestre.
Período Proterozóico: situado entre 2,5 bilhões e 570 milhões de anos atrás. Aos organismos unicelulares do Arcaico sucederam-se, no Proterozóico, os organismos eram unicelulares ou não possuidores de membrana nuclear – eucariontes – que, para seu crescimento, usavam o oxigénio existente na atmosfera, cada vez em maior quantidade. Formas de vida simples e invertebradas começaram a aparecer no fim da Era Pré – Câmbrica seguindo-se de organismos pluricelulares com células diferenciadas em tecidos e órgãos – metazoários.
Sabe-se que há aproximadamente 800 milhões de anos, quando na Terra existia apenas um imenso continente, ocupando todo o pólo sul do planeta, a Rodínia, o planeta começou a congelar, de forma que entre 730 e 630 milhões de anos atrás a Terra virou uma “bola de neve”, com uma capa de gelo que chegava a 5 quilómetros de espessura (-110oC). O fenómeno quase acabou com todos os seres pluricelulares simples que tinham acabado de surgir no planeta, sobrevivendo apenas os que habitavam numa delgada faixa de mar na linha do Equador, que teria permanecido a 10º C. Após esse período emergiram continentes e formaram-se cinturões orogénicos à margem e entre os blocos continentais.
O bombardeio cósmico voltou na Era Paleozóica, entre 500 e 400 milhões de anos atrás, correspondendo à chamada explosão câmbrica. Diversas criaturas pluricelulares complexas, como os metazoários, desenvolveram-se principalmente nos mares, evoluindo para os peixes, anfíbios e répteis, e, posteriormente, “deram lugar” aos primatas e à espécie humana. Invertebrados ancestrais dos aracnídeos e insectos também Multiplicaram. O Eon Fanerozóico divide-se em três eras, sendo elas a Era Paleozoica, Mesozoica e Cenozoica.
Era Paleozóica


Intervalo de tempo que se estende de 570 a 245 milhões de anos atrás, quando surgiram na Terra os primeiros peixes, plantas, animais terrestres e anfíbios. Divide-se em seis períodos.
Período Câmbrico: teve início há cerca de 570 milhões de anos e durou cerca de 70 milhões de anos. Sem grandes perturbações tectónicas, o Câmbrico apresenta, nas suas rochas mais antigas, um grande número de fósseis com partes duras e já com certo grau de evolução. Caracterizou-se por uma explosão evolutiva da vida marinha.
Período Ordovícico: iniciou-se há cerca de 505 milhões de anos e teve duração de quase 70 milhões de anos. A vida era essencialmente marinha: nessa época surgiram os peixes, ao que tudo indica, nas águas doces. As únicas plantas conhecidas do Ordovícico  são as algas marinhas. Uma glaciação matou 55% das espécies há 450 milhões de anos.
Período Silúrico: intervalo de tempo geológico iniciado há cerca de 438 milhões de anos e que durou cerca de 30 milhões de anos, caracterizado pelo surgimento das plantas terrestres.
Período Devónico: teve início há 408 milhões de anos e durou até cerca de 48 milhões. A fisionomia da Terra era substancialmente diferente da atual, pois havia um gigantesco continente que se localizava no hemisfério sul e outras porções de terra que se encontravam nas regiões equatoriais. A Sibéria estava separada da Europa por um oceano. Durante o período, houve a colisão dos continentes europeu e norte-americano, e muitas regiões sofreram intenso vulcanismo e movimentos sísmicos. A evolução dos animais aquáticos no período valeu-lhe também o nome de idade dos peixes. A vegetação, modesta no início do período, desenvolveu-se gradualmente e foram aparecendo no Devónico médio, as primeiras florestas. No final do Devónico, grande número de invertebrados marinhos desapareceu sem que se conheça o motivo. A flora do período é, no entanto, relativamente pobre em comparação com a do Período Carbónico.
Período Carbónico: com início há cerca de 360 milhões de anos e duração estimada de 75 milhões de anos. Nesse período os primeiros répteis surgiram e formaram-se grandes florestas em que predominavam os gigantescos grupos de plantas caracterizadas por estarem diferenciadas em raiz, caule e folhas e não se reproduzirem por sementes como também os pântanos, que chegavam a cerca de 30 metros de altura, das quais derivaram espessas camadas de carvão.
Período Pérmico: começou há cerca de 285 milhões de anos e durou cerca de 40 milhões de anos. Através de vários estudos realizados por diferentes instituições e Universidades, conseguiu-se ter provas de que uma extinção maciça aconteceu na Terra entre o Pérmico e o Triásico (transição ocorrida há 250 milhões de anos), eliminando 90% das criaturas marinhas, 70% das espécies vertebradas terrestres e quase todas as formas vegetais, extinção essa causada pelo impacto de um corpo celeste. O choque teria desencadeado uma longa série de erupções vulcânicas, que também teriam contribuído para essa destruição em escala planetária. Grandes movimentos orogénicos resultaram, então, na formação de importantes cadeias de montanhas, inclusive os Apalaches, no leste dos Estados Unidos.
Era Mesozóica
Segunda das três principais eras geológicas da Terra. Ocorrida de 245 a 66,4 milhões de anos atrás, abrangeu os períodos Triásico, Jurássico e Cretáceo.
Entre 230 e 65 milhões de anos atrás, reinaram na Terra os dinossauros, quando então uma grande calamidade astronómica, no Golfo do México, matou-os de uma vez, sobrando apenas as tartarugas, os crocodilos e os mamíferos. Embora a extinção de 250 milhões de anos atrás tenha sido mais violenta que a dos dinossauros, acredita-se que o asteroide ou cometa tivesse as mesmas proporções nos dois casos: em torno de 10 km de diâmetro. Ao longo de aproximadamente 180 milhões de anos, durante a era Mesozoica, a Terra assistiu ao surgimento dos ancestrais das principais espécies de plantas e animais que existem atualmente.
Segundo teoria do geólogo Alfred Lothar Wegener (1.880-1.930), delineada no início do século XX, há 200 milhões de anos houve a separação da Pangeia – única massa de terra existente até agora – em dois super continentes, Gonduana, ao sul, e Laurásia, ao norte, que deram origem às atuais massas continentais. Essa época registou a evolução de uma flora e de uma fauna bem diversa das que se haviam desenvolvido durante a era Paleozoica e das que surgiriam depois na Cenozoica.
Em meados da era Mesozoica, a Laurásia, que incluía a maior parte da América do Norte e da Eurásia, separou-se totalmente de Gonduana pelo mar de Tétis, no hemisfério sul. Durante o Jurássico, a América do Norte começou a afastar-se dos dois super continentes. No final do Jurássico, a África já tinha começado a separar-se da América do Sul, e a Austrália e a Antárctica já estavam desligadas da Índia
Período Triásico: iniciou-se há cerca de 245 milhões de anos e durou quase 40 milhões de anos. Presentes na Terra desde o período Carbónico, os répteis só dominaram os continentes a partir do Triásico, quando a falta de competição provocou uma evolução explosiva da classe. No período surgiram os primeiros dinossauros, de início pequenos e bípedes.
Período Jurássico: iniciado há cerca de 208 milhões de anos. Havia na Terra imensas regiões pantanosas e outras desérticas. Na fauna, predominavam os répteis, entre os quais a espécie mais numerosa era a dos dinossauros.
Período Cretáceo: iniciado há cerca de 144 milhões de anos, durou cerca de 77,6 milhões de anos. As rochas cretáceas são de extrema importância para o homem, pois nelas concentra-se grande parte das reservas de petróleo, bem como extensas jazidas de carvão e de outros minerais. O Cretáceo caracteriza-se pela fauna de dinossauros bizarros, tartarugas e crocodilos, répteis voadores, mamíferos como os marsupiais e primatas e os insetívoros, os triconodontes e os multituberculados.
O fim do Cretáceo marcou uma época de crise para a vida, tal como no fim da era Paleozoica. Um intenso vulcanismo iniciou-se, levando a um aquecimento global. As árvores com flores e frutos - angiospermas - diminuíram em 90%, levando a um decréscimo, talvez na mesma proporção, dos dinossauros. Outros grupos de animais decresceram gradualmente e os dinossauros e os répteis voadores extinguiram-se abruptamente no fim do período, devido ao impacto do asteroide na península do Yucatán, no Golfo do México. Essa extinção em massa atingiu também os mamíferos triconodontes e as aves com dentes. Mas as tartarugas, crocodilos e até sapos e salamandras sobreviveram ao impacto. A temperatura, que era a maior desde a grande extinção (5 a 10º C maior que hoje), cai vertiginosamente devido à poeira levantada que encobria o Sol. Ao mesmo tempo ciclos de gigantescas inundações e secas alternaram-se no período, cadeias de montanhas surgiram assim como a secura que predominou no globo.
Era Cenozóica
Era geológica que compreende os períodos Terciário e Quaternário. Nela, a fauna e a flora adquiriram suas formas atuais. Iniciada há aproximadamente 66,4 milhões de anos, estende-se até a atualidade. Nos últimos 50 milhões de anos todos as oscilações da temperatura tiveram como origem a posição do Sol em relação à Terra, devido à mudança no eixo de inclinação desta em relação àquele. Ou seja, as glaciações ocorridas tiveram lugar devido às alterações periódicas dessa posição relativa, que varia a cada 41.000 anos. Há 3,6 milhões de anos o gelo cresceu no norte e o planeta ficou mais frio. A África secou desaparecendo assim as matas onde viviam os hominídeos, fazendo surgir o género Homo adaptado a caminhar nos campos. Há 900 mil anos, o atual padrão de glaciações, de 100 mil anos de duração com intervalos de 8 a 40 mil anos, estabeleceu-se.
Período Terciário: primeiro dos dois períodos da era Cenozoica. Iniciado há 66,4 milhões de anos, abrange cerca de 65 milhões de anos. Foi a época em que surgiram as montanhas e durante o qual a face do planeta assumiu a sua forma atual. Os movimentos sísmicos, então registrados, provocaram o surgimento das grandes cadeias de montanhas que conhecemos hoje, tais como, os Andes, os Alpes, os Himalaias e a cadeia de vulcões localizada na região ocidental da América do Norte.
Período Quaternário: último período da era Cenozoica, marcado pelo aparecimento do homem. Também chamado Antropozoico, abrange cerca de 1,6 milhão de anos. Foram registradas 5 glaciações sucessivas e 4 recuos da camada de gelo, que duraram ao todo cerca de 2 milhões de anos, com a última iniciando-se há 22 mil anos (no seu auge, há 18 mil anos, o gelo chegava à Inglaterra) e terminando há 10 mil anos atrás. Isso afetou excessivamente o desenvolvimento da fauna e da flora no hemisfério norte. Como as outras espécies, os primeiros humanos deslocaram-se em consequência das glaciações, mas, ao contrário de algumas delas, adaptaram-se às mudanças e sobreviveram ao que se conhece como a grande idade do gelo. Achava-se que esses primeiros imigrantes humanos a saírem da África fossem os Homo Eretos.

E é isso pessoal... Tudo é evolução... as vezes observamos as catástrofes e culpamos o homem (e não estou aqui  tirando sua culpa pelos grandes ‘estragos’ que ele vem cometendo em nome do progresso), mas temos que convir que a natureza também tem seu ritmo e seu ciclo. Há quem diga que nesse momento da vida planetária, deveríamos estar vivendo uma Era Glacial... (?)

Postei esse texto a título de curiosidade e para pesquisa de alunos. Afinal é a minha área (geografia) e confesso que, depois da astronomia, a geologia me fascina por demais. rsrs
Não deixem de ver os vídeos, são explicativos.




BjOo grande meus queridos...
Paz... sempre Paz...