
domingo, 27 de novembro de 2011
O Mestre da Vida
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
UBUNTU - Eu Sou, porque nós somos!
‘A jornalista e filósofa Lia Diskin, no Festival Mundial da Paz, em
Florianópolis (2006), nos presenteou com um caso de uma tribo na África
chamada Ubuntu. Ela contou que um antropólogo estava estudando os usos e
costumes da tribo e, quando terminou seu trabalho, teve que esperar pelo
transporte que o levaria até o aeroporto de volta pra casa. Sobrava muito
tempo, mas ele não queria catequizar os membros da tribo; então, propôs uma
brincadeira pras crianças, que achou ser inofensiva.
Comprou uma porção de doces e guloseimas na cidade, botou tudo num cesto bem
bonito com laço de fita e tudo e colocou debaixo de uma árvore. Aí ele
chamou as crianças e combinou que quando ele dissesse "já!", elas deveriam
sair correndo até o cesto, e a que chegasse primeiro ganharia todos os doces
que estavam lá dentro.
As crianças se posicionaram na linha demarcatória que ele desenhou no chão e
esperaram pelo sinal combinado. Quando ele disse "já!",
instantaneamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo em
direção à árvore com o cesto. Chegando lá, começaram a distribuir os doces
entre si e a comerem felizes.
O antropólogo foi ao encontro delas e perguntou por que elas tinham ido
todas juntas se uma só poderia ficar com tudo que havia no cesto e, assim,
comer muito mais doces.
Elas simplesmente responderam: "Ubuntu, tio. Como uma de nós poderia ficar
feliz se todas as outras estivessem tristes?”
Ele ficou desconcertado! Meses e meses trabalhando nisso, estudando a tribo,
e ainda não havia compreendido, de verdade, a essência daquele povo. Ou
jamais teria proposto uma competição, certo?’
Ubuntu significa: ‘SOU QUEM SOU PORQUE SOMOS TODOS NÓS!’
Como diz o amigo Marcel: ‘UBUNTU PARA VOCÊS!’
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Lapidando Diamantes - Construindo Pontes
BjOo grande, lindo dia... linda vida sempre.
domingo, 2 de outubro de 2011
A Tigela de Madeira
Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade.
As mãos do velho eram tremulas sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida a mesa. Mas as mãos tremulam e as visões falhas do avô o atrapalhavam na hora de comer.
Ervilhas rolavam de sua colher e caiam no chão.
Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça.
-“Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho.
-”Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.”
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha.
Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação.
Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lagrimas em seus olhos.
Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair no chão.
O menino de 4 anos de idade assistia tudo em silêncio.
Uma noite, antes de jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira.
Ele perguntou delicadamente a criança:
-“O que você esta fazendo?”
O menino respondeu docemente:
-“Oh, estou fazendo uma tigela de madeira para você e a mamãe comerem, quando eu crescer.”
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho.
Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos.
Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito.
Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família.
E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam quando um garfo caia, leite era derramado ou a toalha da mesa era sujava. (desconheço a autoria)
Pense nisto...
Às vezes, você acha que, os jovens e crianças não nos observam. Porém elas geralmente não esquecem o que você disse, o que você fez, a sua atitude, o seu exemplo, a palavra que você pronunciou, de como você a tratou...
Pense nisto...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
O Bem mais Precioso.
ensina e como se aprende’.

Dinheiro eles quase não tinham, mas nenhum deles ligava para isso.
A confiança mútua era a esperança de um belo futuro, desde que tivessem um ao outro.
Assim, marcaram a data para se unir em corpo e alma.
Antes do casamento, porém, a moça fez um pedido ao noivo:
- Não posso nem imaginar que um dia possamos nos separar. Mas pode ser que com o tempo um se canse do outro, ou que você se aborreça e me mande de volta para meus pais.
- Quero que você me prometa que, se algum dia isso acontecer, me deixará levar comigo o bem mais precioso que eu tiver então.
O noivo riu, achando bobagem o que ela dizia, mas a moça não ficou satisfeita enquanto ele não fez a promessa por escrito e assinou.
Decididos a melhorar de vida ambos trabalharam muito e foram recompensados.
Cada novo sucesso os fazia mais determinados a sair da pobreza, e trabalhavam ainda mais.
E tempo passou e o casal prosperou. Conquistaram uma situação estável e cada vez mais confortável, e finalmente ficaram ricos.
Mudaram-se para uma ampla casa, fizeram novos amigos e se cercaram dos prazeres da riqueza.
Mas, dedicados em tempo integral aos negócios e aos compromissos sociais, pensavam mais nas coisas do que um no outro.
Discutiam sobre o que comprar quanto gastar como aumentar o patrimônio, mas estavam cada vez mais distanciados entre si.
Certo dia, enquanto preparavam uma festa para amigos importantes, discutiram sobre uma bobagem qualquer e começaram a levantar a voz, a gritar, e chegaram às inevitáveis acusações.
- Você não liga para mim! - gritou o marido - só pensa em você, em roupas e jóias.
- Pegue o que achar mais precioso, como prometi, e volte para a casa dos seus pais. Não há motivo para continuarmos juntos.
A mulher empalideceu e encarou-o com um olhar magoado, como se acabasse de descobrir uma coisa nunca suspeitada.
A noite chegou. Começou a festa, com todo o luxo e a fartura que a riqueza permitia.
Alta madrugada o marido adormeceu, exausto. Ela então fez com que o levassem com cuidado para a casa dos pais dela e o pusessem na cama.
Quando ele acordou, na manhã seguinte, não entendeu o que tinha acontecido. Não sabia onde estava e, quando sentou-se na cama para olhar em volta, a mulher aproximou-se e disse-lhe com carinho:
- Pois bem, você é e sempre será o meu bem mais precioso. Quero você mais que tudo na vida, e nem a morte poderá nos separar.
Envolveram-se num abraço de ternura e voltaram para casa mais apaixonados do que nunca.
***
Baseado na história "O bem mais precioso", do Livro das Virtudes II, pág. 460.
O egoísmo, muitas vezes, nos turva a visão e nos faz ver as coisas de forma distorcida.
Faz-nos esquecer os verdadeiros valores da vida e buscar coisas que têm valor relativo e passageiro.
Importante que, no dia-a-dia, façamos uma análise e coloquemos na balança os nossos bens mais preciosos e passemos a dar-lhes o devido valor.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Divagações de uma Professora...

Queridos amigos e pessoal que acompanha esse espaço, venho compartilhar com vocês um presente lindo que recebi de uma amiga, em uma de minhas redes sociais. Tocou-me a alma profundamente, pois em meu trabalho diário, muitas vezes não percebo e não me dou conta da grandiosidade e do alcance do mesmo. Abracei a carreira de professora com todo o amor e carinho desse mundo. Semeio e rego todos os dias jovens e crianças, preparando-os para transformar esse mundo...
E nessa correria atrelada do tempo-ação não me dou conta de quantas pessoas estão vibrando nessa sintonia. De quantas pessoas estão acompanhando todo esse processo. Não trabalho com máquinas, com coisas, com seres inanimados, ao contrário: LIDO COM GENTE... COM PESSOAS... COM SERES... COM DIVINDADES...
Essa homenagem da querida Larrívia, levou-me a fazer uma reflexão pedagógica e uma reflexão humana: QUE BOM QUE ESCOLHI ESSA PROFISSÃO!!!
Sinto-me extremamente feliz e realizada. E venho humildemente, agradecer aos amigos e as pessoas que acompanham uma trajetória de 13 anos que iniciou num Centro de Educação Infantil. Passou pela EJA (Educação de Jovens e Adultos) desde o Primeiro Segmento (primeira a quarta série) até o segundo segmento (quinta a oitava série). Ainda galgou o SESI Educação – Educação do Trabalhador (todas as disciplinas do ensino médio, aff... a física me desafiou... rsrsrsrsrs). Algum tempinho também, realizando serviços de secretaria e biblioteca. Percorreu todas as séries iniciais do ensino fundamental. E também, a disciplina, que ano que vem, me graduo: Geografia!
Relembrar essa história me faz acreditar cada vez no grande potencial humano que envolve o trabalho de um professor. Recordo-me de cada lugarzinho que pisei... de cada sala de aula, de cada espaço que foi meu e de olhos sedentos por aprender. Mal sabiam que, aprendi muito mais com eles e aprendo todos os dias.
Um lindo filme passa na cabeça... aulas no interior... trabalhar sessenta horas (sim! já fiz essa loucuraaaaaa... rsrsrsrsrs) Acordar durante dois anos, quatro e meia para dar aula em outras cidades... Aff, é muita história para lembrar e compartilhar, que seria capaz de passar um dia e uma noite escrevendo para relatar... E ao final de tudo isso, ver que valeu e que VALE A PENA...
Quem me conhece sabe que sou APAIXONADAAAAA pelo que faço e que todos os dias não acordo para trabalhar: acordo para divertir-me, aprender e plantar sementes do amanhã!
GRATIDÃO ETERNA A TODOS QUE ME INCENTIVAM E VIBRAM COMIGO NESSA VIBE MAJESTOSA E DIVINA QUE É A PROFISSÃO DE PROFESSOR, DE EDUCADOR... Se eu passar, digamos, mais 200 anos fazendo isso, serão mais 200 anos de completo estado de felicidade...
Larrívia, minha querida... obrigada pelo vídeo, obrigada por trazer à tona tantas recordações significativas para mim.
Compartilho com vocês o vídeo, deixando um beijo no coração de cada um.
Paz, sempre Paz...
Prof. Jeana Andréa
"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente".
(Texto budista)






