"O Mestre na arte da vida faz pouca distinção entre o seu trabalho e o seu lazer, entre a sua mente e o seu corpo, entre a sua educação e a sua recreação, entre o seu amor e a sua religião. Ele dificilmente sabe distinguir um corpo do outro. Ele simplesmente persegue sua visão de excelência em tudo que faz, deixando para os outros a decisão de saber se está trabalhando ou se divertindo. Ele acha que está sempre fazendo as duas coisas simultaneamente". (Texto budista)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sobre Tsunamis...

Hoje trago um assunto bem interessante e que suscita curiosidade de todos. Vou comentar sobre os Tsunamis.  Um dos mais recentes e maiores Tsunamis ocorreram no Japão, em maio desse ano. Mas afinal, o que são TSUNAMIS?
São ondas marinhas gigantes causadas por um movimento súbito de grande escala no fundo do mar. Acontecem geralmente por causa de maremotos, erupções vulcânicas submarinas e deslizamentos de terras submarinos. As ondas produzidas pelos maremotos atingem os continentes e as áreas de mares abrigados e poucos profundos como baías, portos e ancoradouros.
No oceano profundo, as ondas de tsunamis viajam a velocidades superiores a 700 km/h e, tem poucos centímetros de altura. Quando alcançam águas baixas próximas à costa, podem formar um muro de água de vários metros de altura. Um tsunami de três a seis metros de altura pode causar muitas vítimas e destruição de edificações e embarcações ancoradas próximas ao litoral.
Um importante prenuncio local de tsunamis é o recuo anormal do mar. As ondas chegam num intervalo de tempo que varia de dez a sessenta minutos, e, frequentemente, a primeira onda pode não ser a maior. Elas podem chegar à costa numa velocidade maior que uma pessoa correndo. Dependendo da magnitude do fenômeno e da vulnerabilidade das populações que vivam na beira do mar o desastre pode ser devastador, como o ocorrido em dezembro de 2004 no Oceano Pacífico, que atingiu 13 países e deixou mais de 270 mil mortos.
Mais de 80% dos tsunamis ocorrem no Pacífico, mas também podem atingir as costas da Índia, do Mar Mediterrâneo, da região do Caribe e mesmo do Oceano Atlântico.


Mas, dentro desse contexto todo, vem uma importante questão: podem ocorrer Tsunamis no Brasil?


No Brasil, as chances de um tsunami são praticamente inexistentes, conforme explica Wilson Teixeira, professor do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP). "O país fica no interior de uma *placa tectônica bem antiga. Todos os registros de tremor ou movimento das bordas das placas que chegam ao nosso continente são muito fracos, o que elimina o risco. E, além disso, o oceano Atlântico não tem registros de terremotos da mesma magnitude que o Índico", afirma o geólogo, que foi o responsável pela criação de um ambiente simulador de tsunami no museu Estação Ciência de São Paulo.


*Placas tectônicas são subdivisões da crosta terrestre que se movimentam de forma lenta e contínua sobre o manto, podem aproximar-se ou afastarem-se umas das outras provocando abalos na superfície como terremotos e atividades vulcânicas. Tais movimentos ocorrem pelo fato do interior terrestre ser bastante aquecido fazendo com que as correntes de convecção (correntes circuladas em grandes correntes) determinem a forma de seus movimentos. Quando as correntes são convergentes elas se aproximam e se chocam sendo motivadas pela menor densidade das placas oceânicas em relação às placas continentais, sendo que a placa oceânica é engolida pela continental, porém quando são divergentes elas se afastam fazendo com que as placas se movimentem em direção contrária, perdendo calor.

As placas convergentes se colidam de forma que uma se coloca embaixo da outra e então retorna para a astenosfera. As placas divergentes se afastam pela criação de uma nova crosta oceânica, pelo magma vindo do manto.

A princípio, há aproximadamente 240 milhões de anos, havia somente duas placas: Laurásia e Gondwana e essas com o decorrer do tempo sofreram transformações que as dividiram em várias e diferentes partes. Hoje existem várias placas menores e quatorze principais, são elas: Placa Africana, Placa da Antártida, Placa Arábica, Placa Australiana, Placa das Caraíbas, Placa de Cocos, Placa Euroasiática, Placa das Filipinas, Placa Indiana, Placa Juan de Fuça, Placa de Nazca, Placa Norte-americana, Placa do Pacífico, Placa de Scotia e Placa Sul-americana





O que fazer numa situação que antecede um tsunami?
Ao observar o recuo do mar, as pessoas devem correr para áreas altas e retornar somente depois da liberação das autoridades, pois o fenômeno pode se repetir. Existe um sistema internacional integrado que difunde informações sobre alterações na dinâmica dos oceanos, causadas por abalos sísmicos e erupções vulcânicas, e emite alertas. A evacuação das populações das áreas de risco é a medida mais importante para reduzir danos pessoais. Recebido o alarme, as embarcações devem sair do mar ou então dirigir-se para o alto mar, fugindo da arrebentação.
Pessoal, fica o esclarecimento a cerca desse assunto, porém vale lembrar que, tsunamis são fenômenos naturais que ocorrem desde os primórdios de que tem notícia. Muitos podem relacionar os tsunamis com o mau uso que o homem faz com o Planeta Terra. Mas nessa situação, é apenas o planeta seguindo seu percurso natural.
Os vídeos abaixo são muito interessantes.









Abraços pessoal... Linda vida!
Paz... sempre Paz...
Profª Jeana Andréa